Bem-vindo ao Esporteverso! Damos continuidade ao nosso Guia da Copa do Mundo de 2026. Hoje, o foco recai sobre a Bósnia e Herzegovina.
Após uma classificação dramática nos play-offs da UEFA diante da tetracampeã Itália, a seleção balcânica chega à América do Norte com um elenco que une veteranos resilientes e jovens promessas que atuam no alto escalão europeu.
Com um estilo de jogo pragmático e direto, os bósnios prometem ser o “osso duro de roer” deste grupo.
Veja também:
O Grupo B
Canadá
Bósnia e Herzegovina
Catar
Suíça
Resumo Histórico
A trajetória da Bósnia e Herzegovina em Copas é marcada pela paixão de uma nação jovem. A única participação anterior foi em 2014, no Brasil, onde a equipe acabou eliminada na fase de grupos apesar de contar com uma geração talentosa.
O país, que sempre revelou grandes valores técnicos, sofreu nos últimos anos com transições de safra, mas reencontrou sua identidade competitiva nas Eliminatórias atuais onde eliminou a tetracampeã Itália. Voltar ao palco principal do futebol mundial em 2026 é a consolidação de um projeto de reestruturação nacional.
Haris Tabakovic comemora o gol de empate da Bósnia que ajudou a eliminar a Itália – EFE/Nidal Saljic
O que esperar em 2026
A Bósnia é uma equipe que privilegia a compactação defensiva e o jogo aéreo. Sob o comando de sua comissão técnica, a seleção adotou um sistema sólido que dificulta as infiltrações adversárias, apostando alto na força física de seus defensores.
No ataque, a estratégia é clara: utilizar a pivotação de seus centroavantes e a precisão em bolas paradas. É uma equipe que se sente confortável em entregar a posse de bola para explorar o nervosismo do oponente, sendo mestra em vencer partidas por margens mínimas.
Os Caras
Edin Dzeko: O eterno capitão. Mesmo como veterano, o atacante continua sendo o ponto de referência absoluto. Sua experiência em grandes ligas e sua presença de área intimidadora são fundamentais para o moral do grupo. 2026 será sua “última dança” em busca de um gol histórico.
Amar Dedic: A joia da lateral. O jovem defensor do Benfica representa a nova cara da seleção. Com muita intensidade defensiva e apoio constante ao ataque, ele é responsável por dar o fôlego necessário ao corredor direito bósnio.
Ermedin Demirovic: O sucessor no ataque. Vivendo grande fase na Bundesliga, o atacante traz a mobilidade que falta ao ataque veterano. Sua capacidade de pressionar a saída de bola e finalizar com rapidez faz dele o parceiro ideal para Dzeko.
Edin Dzeko é o capitão e grande jogador da Bósnia – Foto: Getty Images
Previsão
A Bósnia e Herzegovina entra no Grupo B com a missão de disputar a vaga diretamente com a Suíça e o anfitrião Canadá. É um grupo onde qualquer deslize pode ser fatal.
Pela solidez apresentada na repescagem, a tendência é que os bósnios briguem ponto a ponto e consigam avançar para os 16 avos de final, possivelmente como um dos melhores terceiros colocados ou em segundo lugar. Se o vigor físico se mantiver, podem ser a zebra perigosa do mata-mata.