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VMB cruza o Atlântico: Capoeira ganha escritório na África e integra Angola ao circuito mundial
Após passagens por EUA e Suécia, organização inaugura base oficial em Luanda. Projeto prevê eventos televisivos e a estreia de um atleta angolano no card principal do VMB 11, em Brasília.
A expansão global da Capoeira deu seu passo mais simbólico neste fim de ano. O Volta ao Mundo Bambas (VMB) inaugurou oficialmente, em 20 de dezembro de 2025, seu escritório em Luanda, Angola. A iniciativa consolida a presença da marca no continente africano e reforça uma estratégia de internacionalização que já havia passado pela América do Norte e Europa.
A chegada a Angola não é apenas um movimento corporativo, mas uma resposta a uma demanda local. A operação nasce da parceria com os empresários e capoeiristas locais Adilson e Jovete Francisco, que buscaram o VMB para profissionalizar o cenário no país.
O plano para 2026 é ambicioso: mapear o ecossistema local, realizar três circuitos seletivos e produzir um grande evento televisivo em solo africano.
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Conexão direta Luanda-Brasília
Os frutos dessa nova base serão colhidos rapidamente. Em março, durante o VMB 11, em Brasília, o público verá a integração na prática: pela primeira vez, um atleta angolano, selecionado nos circuitos locais, lutará no card oficial do evento. Além dele, um cantador do continente também participará do espetáculo, selando o intercâmbio cultural.
A escolha de Angola é estratégica. Dados preliminares do novo escritório apontam que existem mais de 5 mil capoeiristas ativos no país, divididos em cerca de 30 grupos.
“A Capoeira já é forte aqui, mas faltava organização e um modelo que conectasse os atletas a oportunidades reais. O VMB chega com essa proposta”, afirma Adilson Francisco, diretor-geral da unidade angolana.
Mídia e padronização global
A expansão ocorre em um momento de robustez da marca no Brasil. O VMB renovou sua parceria com o canal Combate (Grupo Globo) até 2027 e ampliou a presença em TV aberta e plataformas de streaming como o XSports. Para a diretoria, o desafio agora é exportar o modelo de gestão que permitiu que 25% dos atletas do circuito brasileiro vivessem de patrocínio.
Para Aritana Silva, diretor técnico do VMB, a regra é clara: a profissionalização não tem fronteiras.
“Nosso papel é organizar, padronizar e criar caminhos claros para o atleta evoluir. Isso vale no Brasil, na África ou em qualquer lugar. Quando existe critério e calendário, o esporte responde”, explica.
Com a base em Luanda, o VMB deixa de ser apenas uma vitrine brasileira para se tornar uma plataforma global, transformando a Capoeira em um motor de desenvolvimento econômico e esportivo também no continente africano.
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