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O fim de uma era na MLB: por que a maratona de 162 jogos está com os dias contados
As recentes declarações do comissário Rob Manfred sobre uma futura expansão na MLB agitaram o mundo do beisebol, trazendo à tona discussões sobre realinhamento geográfico e novos formatos de playoffs.
No entanto, por trás dessas manchetes, esconde-se uma consequência ainda mais impactante e que poucos notaram: a provável extinção do calendário de 162 jogos, uma tradição de mais de 60 anos que, segundo fontes da liga, é uma “espécie em extinção”.
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A matemática e a história por trás de uma nova era
A lógica para o fim da maratona de 162 jogos começa com a matemática. Uma eventual expansão de 30 para 32 times, divididos em oito divisões de quatro, criaria o cenário perfeito para um calendário de 156 partidas. Essa estrutura permitiria um cronograma mais equilibrado, com um número definido de jogos contra rivais de divisão (12), adversários da mesma liga (6) e confrontos interligas (3), resultando em um quebra-cabeça perfeitamente montado com duas séries de três jogos por semana.
Historicamente, o número 162 só passou a existir por causa da primeira expansão da MLB, na década de 1960. Antes disso, por mais de meio século, a temporada regular tinha 154 jogos. Por essa razão, muitos acreditam que a liga poderia retornar a este número “historicamente perfeito”. A nostalgia e a facilidade de comparar recordes e estatísticas com a era de ouro do esporte tornam a volta aos 154 jogos uma possibilidade real e atraente.
A saúde dos jogadores e o dilema do bilhão de dólares
Além da lógica e da história, dois fatores pragmáticos impulsionam a mudança: saúde e dinheiro. A cada ano, a MLB gasta quase US$ 1 bilhão em salários de jogadores que estão na lista de lesionados, um número alarmante diretamente ligado à fadiga da exaustiva temporada de 162 jogos. Reduzir o calendário significaria mais dias de folga, atletas mais saudáveis e um produto de melhor qualidade em campo.
O dilema, no entanto, é financeiro: menos jogos em casa representam menos receita de ingressos e televisão para os donos, que poderiam usar isso como argumento para reduzir os salários. A solução provável para esse impasse seria uma nova expansão dos playoffs, criando mais jogos de alta audiência em outubro para compensar as perdas da temporada regular.
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