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Com defesa brutal e Kenneth Walker MVP, Seahawks atropelam Patriots e conquistam o Super Bowl LX

Onze anos após derrota traumática, Seattle domina New England por 29 a 13 na Califórnia. Sam Darnold vive redenção e Jason Myers bate recorde de field goals.

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O grito estava entalado na garganta há 11 anos, mas a espera acabou. O fantasma da interceptação na linha de uma jarda em 2015 foi exorcizado com autoridade. Na noite deste domingo (8), o Seattle Seahawks dominou o New England Patriots, venceu por 29 a 13 no Levi’s Stadium e conquistou o Super Bowl LX.

É o segundo troféu Vince Lombardi da história da franquia (repetindo o feito de 2013). Desta vez, não houve drama no fim, mas sim um atropelo defensivo comandado pelo técnico Mike Macdonald. O ataque de New England foi anulado por três quartos, e o running back Kenneth Walker correu para a história, sendo eleito o MVP da partida.

O pesadelo de Drake Maye e o muro de Seattle

A melhor defesa da temporada regular provou seu valor no maior palco de todos. A linha defensiva dos Seahawks transformou a vida do jovem quarterback Drake Maye em um inferno. Foram seis sacks e três turnovers forçados (dois fumbles e uma interceptação).

Os Patriots só conseguiram pontuar no último quarto. Até lá, o placar mostrava um contundente 19 a 0 para Seattle. O golpe de misericórdia veio das mãos de Uchenna Nwosu, que retornou um fumble para touchdown nos minutos finais, selando a vitória quando New England tentava uma reação desesperada.

Drake Maye sofre tackle de defensor dos Seahawks no Super Bowl — Foto: Jevone Moore/Icon Sportswire via Getty Images

MVP: O show terrestre de Kenneth Walker

Enquanto a defesa batia, Kenneth Walker corria. O running back foi o motor do ataque, somando 135 jardas em 27 carregadas. Sua atuação dominante lhe rendeu o prêmio de MVP do Super Bowl, quebrando um jejum histórico: desde Terrell Davis (Broncos), em 1998, um running back não recebia a honraria máxima da final.

Kenneth Walker III, dos Seahawks, em ação contra os Patriots no Super Bowl LX — Foto: Mark J. Rebilas/Reuters

A redenção de Sam Darnold

Se Walker brilhou pelo chão, Sam Darnold fez o necessário pelo ar. Rotulado como decepção no início da carreira, o quarterback de Seattle completou sua volta por cima. Darnold lançou para 202 jardas, um touchdown para AJ Barner e não cometeu erros cruciais. Ele se torna o primeiro QB a vencer seu primeiro Super Bowl jogando por sua quinta equipe na liga.

Sam Darnold, dos Seahawks, em ação no Super Bowl LX, contra os Patriots — Foto: Mike Blake/Reuters

O recorde de Jason Myers

Outro nome decisivo foi o kicker Jason Myers. Com o ataque parando na red zone no primeiro tempo, a precisão de Myers foi fundamental. Ele converteu cinco field goals (33, 39, 41, 41 e 26 jardas), estabelecendo o novo recorde de chutes certos em um único Super Bowl. Sozinho, ele foi responsável por 17 dos 29 pontos da equipe.

Resumo da pontuação

  • 1º Tempo: Domínio territorial de Seattle, mas poucos touchdowns. Myers garante 9 a 0 no intervalo.
  • 3º Quarto: Mais defesa. Myers amplia para 12 a 0.
  • 4º Quarto: Darnold conecta TD com AJ Barner (19-0). Patriots reagem com dois TDs de Maye (para Mack Hollins e Stefon Diggs), mas o TD defensivo de Nwosu entre as campanhas garantiu a festa da torcida dos Seahawks.

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