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Ultimato ao UFC: Kayla Harrison ameaça aposentadoria após duelo contra Amanda Nunes

Em recuperação de uma delicada cirurgia no pescoço, a atual campeã peso-galo (61 kg) do UFC, Kayla Harrison, já tem um plano ousado traçado para o seu futuro. Após realizar a aguardada superluta contra a lenda Amanda Nunes, a judoca bicampeã olímpica pretende encurralar a organização presidida por Dana White: ou recriam a extinta divisão peso-pena (66 kg) feminina, ou ela pendura as luvas.

A revelação foi feita durante o podcast Death Row MMA. Para a estrela norte-americana, o desgaste físico imposto para bater o limite da divisão dos galos tornou-se um verdadeiro “inferno”, algo insustentável para a continuidade a longo prazo de sua carreira no octógono.

A balança como maior adversária

A drástica redução de peso foi uma aposta de “tudo ou nada” de Kayla ao assinar com o Ultimate no início de 2024. No judô, ela competia acima dos 70 kg. Ao migrar para o MMA e brilhar na PFL (onde somou 15 vitórias e apenas uma derrota), a lutadora dominava a categoria dos leves (70 kg).

Contra todos os prognósticos, a atleta conseguiu bater os 61 kg e até conquistou o cinturão. No entanto, o custo para o próprio corpo chegou ao limite. A ideia é forçar o retorno da categoria até 66 kg, que curiosamente teve a própria Amanda Nunes como campeã dominante entre 2018 e 2021 antes de ser extinta pelo evento.

“Sim, cara. Esse é o plano. Eles não sabem, mas assim que eu f*** a Amanda Nunes, eu vou falar: ‘Escuta aqui’. Eu vou pedir a eles para criar uma divisão até 66 kg, para eu ser mais ativa. (…) Se eles não criarem a 66 kg, eu só vou dizer: ‘Obrigado, foi ótimo’. Sabe? Estou satisfeita. O corte de peso está me tirando anos de vida. Não vou mentir”, desabafou Harrison.

Kayla Harrison quer uma nova categoria no UFC – Foto: Instagram/UFC

A única exceção: Luta de legado contra Shevchenko

Apesar da postura irredutível sobre a mudança definitiva de categoria, Kayla Harrison admitiu que faria o sacrifício de cortar para os 61 kg mais uma única vez. O motivo atende por um nome de peso no MMA feminino.

“A não ser que a Valentina Shevchenko queira lutar, porque eu sei que ela é uma atleta do 57 kg, aí eu cortaria o peso de novo. Porque ela é uma luta de legado”, explicou a americana.

Cirurgia adia o encontro com a “Leoa” no UFC

O combate histórico contra Amanda Nunes estava previsto inicialmente para janeiro deste ano no UFC 324, mas precisou ser adiado. Kayla Harrison sofreu uma piora substancial em uma hérnia de disco próxima ao pescoço, o que exigiu uma intervenção cirúrgica imediata em Nova York.

Ainda sem prazo oficial para retornar ao octógono, a previsão é que o embate aconteça no próximo semestre. Em suas redes sociais, a campeã chegou a se emocionar ao dar detalhes sobre a lesão e mandou um recado direto à rival brasileira:

“Após a cirurgia, terei que remarcar a luta, obviamente. Eu queria dizer que sinto muito. Desculpe, Amanda. Eu estava muito animada para essa luta, então quero agradecer a todos. Obrigado ao UFC por tomar conta de mim, aos médicos e aos times que cuidaram de mim.”

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