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Sabalenka ignora polêmica, vence Svitolina e busca o tri no Australian Open

Número 1 do mundo garante vaga na quarta final consecutiva em Melbourne e decide título contra Rybakina; jogo teve punição por grito e recusa de cumprimento.

A “Rainha de Melbourne” continua soberana. A atual bicampeã Aryna Sabalenka carimbou, nesta quinta-feira (29), seu passaporte para a quarta final consecutiva do Australian Open. Em uma partida marcada por tensão e superioridade técnica, a belarrussa número 1 do mundo derrotou a ucraniana Elina Svitolina por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3.

Dona dos troféus de 2023 e 2024, Sabalenka fez valer seu favoritismo. Foram impressionantes 29 winners (bolas vencedoras) contra apenas 12 da rival, além de quatro quebras de saque convertidas. Agora, o desafio final será contra a cazaque Elena Rybakina, 5ª do ranking, que eliminou a americana Jessica Pegula na outra semifinal.

Grito, punição e combustível

Apesar do placar elástico, o duelo teve momentos de atrito. A arbitragem puniu Sabalenka com a perda de um ponto por “hindrance” (interferência), interpretando que um grito prolongado da tenista durante uma troca de bolas atrapalhou a adversária.

A número 1 contestou a decisão, alegando que o som foi natural, mas utilizou a raiva como combustível.

“Isso me irritou muito e me ajudou no jogo. Fui mais agressiva. Se ela quiser fazer essa chamada novamente, vá em frente, vai me ajudar”, disparou Sabalenka após a partida.

O silêncio na rede

O clima seguiu pesado após o match point. Como já era esperado devido à invasão russa na Ucrânia, Svitolina não cumprimentou a adversária na rede — Belarus é aliada política da Rússia no conflito.

A organização do torneio chegou a exibir um aviso nos telões informando que não haveria o tradicional aperto de mãos, evitando vaias do público, algo que ocorreu em edições passadas de Grand Slams.

Svitolina é ucraniana e não cumprimentou a adversária – Foto: Clive Brunskill/Getty Images

Final de gigantes e marca histórica

A decisão entre Sabalenka e Rybakina promete equilíbrio. No histórico, a belarrussa lidera por 8 a 6, mas perdeu o último encontro no WTA Finals.

A edição de 2026 também entra para a história por um dado estatístico relevante: foi a primeira vez desde 1995 que as quatro semifinalistas chegaram a essa fase sem perder nenhum set no torneio, comprovando o alto nível da competição.

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