
Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (27), Pedrinho, o presidente do Vasco associativo, expressou sua estranheza em relação ao distanciamento com a SAF e afirmou que gostaria de ter mais participação nas decisões, especialmente na parte esportiva. Ele destacou que, mesmo sendo sócio minoritário, queria ter mais envolvimento e contribuir para o clube.
“Não estou incomodado que não estou participando do futebol, estou incomodado que poderia estar ajudando. Se eu tenho um sócio, que quis contratar lá atrás, e esportivamente não estou desempenhando, seria natural que eu tivesse uma conversa em relação a isso. Conversa não é mensagem faltando 15 minutos para comunicar. Faz parte de um planejamento. Isso não aconteceu. Respeito, mas não concordo. Não fiz parte de contratações, dispensas e tudo. Não estou fugindo de responsabilidades, se eu saí de onde saí, sabia das responsabilidades. Infelizmente, não participo dos processos. Mas gostaria de ser cobrado pelo o que eu participo”, disse Pedrinho.
Ele também comentou sobre a confidencialidade de certos assuntos, afirmando que há cláusulas contratuais que o impedem de falar sobre determinadas decisões e detalhes do contrato com a SAF. Apesar disso, Pedrinho ressaltou que está sempre disposto a ajudar o Vasco e que não tem vaidade em seu papel como presidente.
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Contratações do Vasco
Sobre as contratações, Pedrinho brincou que só poderia falar sobre elas se voltasse a ser comentarista. Ele destacou que, devido ao distanciamento com a SAF, procurou diretamente os sócios para entender a sequência do Vasco esportivamente.
“Sobre contratações, eu não posso falar. Só se eu sair e virar comentarista de novo (risos). Mas respeito muito todos atletas que estão lá. Como tivemos uma relação mais fria com a SAF, procurei diretamente os sócios para ter um entendimento da sequência do Vasco esportivamente. Não sei (se isso causou um incômodo na SAF), você tem que perguntar para eles. Não era para causar. Não estou aqui para brigar. Meu compromisso é com o torcedor”, comentou.
Licitação do Maracanã
Pedrinho também mencionou a licitação do Maracanã e a reforma de São Januário, destacando a importância desses projetos para o clube. Ele admitiu que algumas ações em prol do Vasco, como a disputa para jogar no Maracanã, foram feitas separadamente pela SAF, o que causou estranheza.
“Temos que entender que apesar de as corridas em prol do Vasco serem paralelas, a intenção é em prol do Vasco. A condução pela licitação do Maracanã foi feita pela SAF. Quem está registrado na Ferj e na CBF, é o Vasco SAF. Por mais que eu queira, não tenho autorização de representar o Vasco. Eu não vou jogar para a galera, vou agir. Eu passei o dia inteiro basicamente com o governador Cláudio Castro para falar o quão importante era para o Vasco jogar no Maracanã. Temos uma equipe jurídica grande, à disposição para ajudar o Vasco para construir uma proposta interessante pelo Maracanã. Isso não foi feito. A SAF fez por conta própria, e não tivemos participação nessa proposta”, afirmou.
Em relação aos outros esportes do clube, como basquete e futebol de salão, Pedrinho destacou que houve uma pausa no basquete de base devido a questões financeiras, mas que o Vasco está buscando resolver esses problemas e retomar as atividades.
Obras em São Januário
Pedrinho enfatizou que seu foco principal é o projeto do estádio e que está empenhado em melhorar a situação financeira e esportiva do Vasco. Ele ressaltou que está trabalhando duro para isso, mesmo enfrentando críticas e desafios.
“A questão da obra, estivemos com o prefeito Eduardo Paes, que está muito empenhado nisso. Estivemos também em uma reunião na Câmara dos Vereadores. Temos que respeitar todos os processos da Câmara, mas a gente pressiona o tempo inteiro para que esses processos sejam acelerados. Em paralelo, quando for assinado o potencial construtivo, temos conversas com algumas empresas interessadas em comprar o potencial construtivo. Também conversamos com algumas construtoras de obra, para que, assim que o potencial seja assinado, a gente consiga dentro de uma negociação vender o potencial construtivo. E nos melhores dos sonhos, isso não é uma promessa, é um desejo, que a gente consiga iniciar as obras no final do ano. Esse é o nosso desejo, nos empenhamos para isso quase 24 horas por dia para que aconteça, mas temos que respeitar os trâmites e burocracias para que aconteça”, completou.
*Foto: Reprodução / TV


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